Work-Out
July 5, 2009
A GE é a quarta marca mais valiosa no mundo; a companhia atua globalmente nas áreas de infra-estrutura, finanças e mídia, emprega 323.000 funcionários e, em 2008, lucrou US$18,1 bilhões, vendeu US$183 bilhões, investiu US$15 bilhões em sua fundação intelectual e preencheu 2.537 patentes.
A minha escola é a quinquagésima quarta mais bem colocada entre as instituições de ensino das redes pública e privada paulista no ENEM 2008; o Colégio, vinculado à UNESP, oferece cursos técnicos profissionalizantes no campo de automação industrial, além do ensino médio regular e, anualmente, atende a cerca de 360 alunos.
—O que a GE e o Colégio têm em comum?
—Pessoas. Talentos.
Essa foi a frase com a qual, na última sexta-feira, 03/07, eu, acompanhado por dois colegas de classe, iniciei uma reunião com alguns professores e o diretor do Colégio baseada nos Work-Outs que acontecem em Crottonville, os quais Jack Welch fala sobre em seu livro “Jack definitivo—Segredos do executivo do século”, para discutir soluções para os problemas de entrosamento em sala de aula que, de uns tempos para cá, têm ocorrido porque o comportamento de um pequeno grupo de alunos está incomodando a maioria dos outros alunos e as equipes de professores dos ensinos médio e técnico.
Para o evento, eu preparei a seguinte nuvem de palavras, sobre as quais conversamos ao longo de 90 minutos:

Um dos pontos da discussão que mais chamou a minha atenção (e, aliás, merece uma postagem à parte) concerne a como a inexistência de uma liderança política nacional verdadeiramente séria, justa e ética pode estar impactando na formação dos atuais líderes do amanhã: nós, jovens, estamos crescendo em um ambiente onde não se pune devidamente os crimes contra a nação; onde, em 12 anos, não houve avanços significativos no combate à corrupção; onde uma única “Fazenda” recebe mais atenção do que os ecossistemas da floresta tropical mais rica em biodiversidade que é Amazônia e do bioma único e igualmente rico que é o Pantanal; onde, da política do pão e circo, só funciona o circo. Que país é esse?!
Enfim, voltando ao Work-Out do Colégio: há uma semana, eu tomei a liberdade de pedir essa reunião porque eu não posso permitir que problemas assim continuem acontecendo e, muito menos, voltem a aparecer no meu colégio. Por quê?
Porque eu acredito nas pessoas do Colégio e em seus talentos.
Porque, respeitadas as diferenças, eu acredito que o Colégio pode ser tão bom quanto a GE na gestão de sua capacidade de:
-
ser global (ser sintonizado com o mundo, mas apto a solucionar desafios locais),
-
inovar (atender às necessidades e expectativas dos stakeholders—alunos, professores, administradores, pais, universidade, mercado de trabalho, sociedade—de maneira sustentável e criativa),
-
construir relacionamentos (promover o trabalho em equipe e a integração de ideias, culturas, valores e realidades distintas), e
-
fortalecer competências (em conjunto com a família e o próprio aluno, desenvolver os pontos fortes e ajudar a solucionar as dificuldades de cada indivíduo) em prol da formação dos alunos.
E eu estou extremamente feliz com os resultados preliminares: decidimos tomar uma série de ações para solucionar os nossos problemas a partir do 2º semestre letivo. Estou ansioso para fazer a minha parte. Até lá!
Entry Filed under: Português. Tags: Colégio, GE, Jack Welch.
Trackback this post | Subscribe to the comments via RSS Feed